A IFRS 10 mostra como juntar as informações financeiras de várias empresas que estão sob o comando de uma companhia maior de maneira clara e organizada. Isso ajuda todos a entenderem melhor como está a saúde financeira do grupo de forma mais fácil e correta, sem tantos erros ou dados repetidos.
Continue a leitura e confira em detalhes:
- O que é a IFRS 10?
- Quem deve usar a IFRS 10?
- Como saber se a sua empresa é uma controladora?
- Quem não precisa usar a IFRS 10?
- Como devem ser preparadas as demonstrações financeiras segundo a IFRS 10?
- Onde encontrar a norma completa?
- Conte com o Analize
A IFRS 10 é uma norma internacional de contabilidade que define como as empresas devem preparar e apresentar suas demonstrações financeiras consolidadas.
Ela orienta que quando uma empresa tem controle (controladora) sobre outras companhias do grupo — chamadas de subsidiárias — ela deve consolidar suas demonstrações financeiras com essas últimas.
Ao fazer isso, todas as transações internas entre a empresa controladora e suas subsidiárias são eliminadas. Os resultados financeiros são apresentados como se todas essas companhias fossem uma só.
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A norma IFRS 10 deve ser seguida por todas as empresas (controladoras) que têm controle sobre outras (subsidiárias).
Esses são alguns dos requisitos definidos pela IFRS 10:
- Se a entidade controladora tem direitos ou acordos que influenciam os retornos econômicos da entidade investida (subsidiária): como direito de voto majoritário em decisões de assembleias, acordos contratuais ou mesmo uma influência dominante em decisões-chave;
- A controladora deve ter uma relação com a investida (subsidiária) que a exponha a retornos que possam variar como resultado do desempenho: lucros, perdas e fluxos de caixa positivos ou negativos. Essencialmente, isso significa que a saúde financeira da investida deve impactar diretamente a controladora.
- Além de ter poder sobre a investida e estar exposta a retornos variáveis, a controladora deve ser capaz de usar seu poder para influenciar esses retornos: isso envolve a capacidade de tomar decisões que afetarão diretamente a quantidade e a qualidade dos retornos financeiros da investida.
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Empresas de investimento que avaliam suas subsidiárias pelo valor justo e não precisam consolidar suas demonstrações. As subsidiárias também não precisam, pois a controladora já faz essa demonstração consolidada.
Veja abaixo algumas normas detalhadas:
A IFRS 10 exige que as demonstrações financeiras consolidadas combinem itens semelhantes com os das suas subsidiárias, como:
- Ativos;
- Passivos;
- Receitas;
- Despesas;
Isso ajuda a criar uma única representação financeira do grupo inteiro, proporcionando uma visão clara da situação econômica do conglomerado.
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O valor contábil dos investimentos da controladora em cada subsidiária é eliminado contra a parcela da controladora no patrimônio líquido dessas subsidiárias. Isso inclui ajustes para qualquer ágio (goodwill) que surja de aquisições, conforme detalhado na IFRS 3, que trata das regras para aquisições de negócios.
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A norma requer que todas as transações intragrupo sejam eliminadas totalmente. Isso inclui receitas, despesas, ativos e passivos resultantes de transações entre as empresas do grupo. Além disso, lucros ou prejuízos resultantes de tais transações que estejam refletidos em ativos, como: estoques ou ativos fixos também são eliminados.
É necessário que todas as entidades dentro do grupo utilizem políticas contábeis consistentes para transações e eventos semelhantes. Se houver diferenças nas políticas contábeis utilizadas, os ajustes devem ser feitos durante a consolidação para alinhar essas políticas e garantir consistência nos relatórios consolidados.
As receitas e despesas de uma subsidiária são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas do ponto em que o controle é adquirido até o ponto em que ele é perdido.
A norma especifica que a proporção do lucro ou prejuízo e das mutações do patrimônio líquido alocada à controladora e às participações de não controladores deve considerar apenas as participações societárias existentes, ignorando os possíveis efeitos do exercício de direitos potenciais de voto ou outros derivativos.
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As demonstrações financeiras da controladora e suas subsidiárias usadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas devem ter a mesma data de relatório. Se isso não for possível, ajustes devem ser feitos para refletir transações significativas ocorridas entre as datas das demonstrações financeiras das diferentes entidades.
Lucro ou prejuízo e outros resultados abrangentes são atribuídos tanto aos proprietários da controladora quanto às participações de não controladores, de maneira proporcional às suas participações no patrimônio da subsidiária.
A norma completa está disponível no site da IFRS.
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